Contemplação do amor de Cristo ao entregar sua vida na cruz
Bento XVI tomou papel e caneta para explicar que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, ou seja, a adoração do amor de Deus manifestado no «coração transpassado» na Cruz, é «imprescindível» para a vida espiritual de todo cristão.
Assim constata o pontífice na carta que enviou ao padre Peter-Hans Kolvenbach, SI, prepósito geral da Companhia de Jesus, no qüinquagésimo aniversário da encíclica escrita por Pio XII, «Haurietis aquas», sobre o culto ao Sagrado Coração.
O Santo Padre escreve sua carta ao superior dos jesuítas, pois, como reconhece no final, estes religiosos foram sempre «sumamente ativos na promoção dessa devoção fundamental».
Essa devoção, declara, consiste fundamentalmente na «contemplação do “lado transpassado pela lança”, na qual resplandece a vontade sem confins de salvação por parte de Deus».
Por este motivo, acrescenta, «não pode ser considerada portanto como uma forma passageira de culto ou de devoção: a adoração do amor de Deus, que encontrou no símbolo do “coração transpassado” sua expressão histórico-devocional, continua sendo imprescindível para uma relação viva com Deus», sublinha.
A carta convida a «conhecer», «experimentar» e «testemunhar» o amor de Cristo manifestado no momento supremo no qual seu lado derramou «sangue e água» na Cruz.
Seu lado, indica o Papa, é o «manancial» ao qual há que recorrer «para alcançar o verdadeiro conhecimento de Jesus e experimentar mais profundamente o seu amor».
«Deste modo, poderemos compreender melhor o que significa conhecer» em Jesus Cristo o amor de Deus, experimentá-lo, mantendo o olhar nEle, até viver completamente a experiência de seu amor, para poder testemunhá-lo depois aos outros.»
«Junto ao Coração de Cristo declara citando a João Paulo II , o coração humano aprende a conhecer o autêntico e único sentido da vida e de seu próprio destino, a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a permanecer afastado de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus ao amor ao próximo.»
A devoção ao Sagrado Coração recebeu um impulso decisivo com as aparições de Cristo à religiosa francesa da Visitação, Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690).
«Meu Coração divino está tão apaixonado de amor pelos homens, e por ti em particular, que ao não poder conter em si as chamas de sua ardente caridade, há que transmiti-las por todos os meios», disse-lhe Cristo na aparição de 27 de dezembro de 1673, segundo ela escreveu depois.
Paray-le-Monial, a pequena localidade de Borgonha na qual residia Santa Margarida Maria, converteu-se no símbolo desta devoção, que recebeu nova vitalidade, em 5 de outubro de 1986, com a visita de João Paulo II.
Artigo publicado originalmente na edição de Junho de 2006 do Porta-Voz, boletim informativo da Paróquia.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Devoção ao Sagrado Coração é «imprescindível», explica Bento XVI
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Pastoral da Comunicação
às
07:07
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Santa Margarida Maria Alacoque
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Pastoral da Comunicação
às
10:57
Confidente do Sagrado Coração de Jesus
Essa grande santa visitandina nasceu em Verosvres (França), em 22-7-1647, e três dias depois recebeu o batismo.
Ainda muito pequena, bastava alguém dizer-lhe que tal coisa ofendia a Deus, para que ela compreendesse imediatamente que não se devia fazer. Certo dia rezou: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço o voto de castidade perpétua”. Mais tarde, ela própria disse que não sabia o que significava “voto de castidade perpétua”, mas sentiu-se inspirada a fazer essa consagração.
Quando contava oito anos, devido à morte de seu pai, passou dois anos como aluna no convento das clarissas, em Charolles, e fez ali sua primeira comunhão. Vendo o bom exemplo das religiosas, nasceu em sua alma a vocação religiosa.
Como um indício da grande vocação a que ela era chamada, é oportuno lembrar um fato de sua vida: muito devota da Santíssima Virgem, rezava todos os dias o terço de joelhos. Mas um dia rezou-o sentada. Nossa Senhora apareceu-lhe e a repreendeu: “Estranho muito, minha filha, que me sirvas com tanto desleixo”.
Mais tarde, quando manifestou a familiares seu desejo de ser religiosa, esses pressionaram-na para que entrasse no convento das ursulinas. Ela respondia: “Eu quero ir às visitandinas, em um convento bem longe, onde não tenha nem parentes nem conhecidas, porque não quero ser religiosa senão por amor de Deus”.
Afinal, aos 24 anos, seu desejo se cumpriu, depois de 10 anos de provações. Entrou no convento das visitandinas de Paray-le-Monial da Ordem da Visitação de Santa Maria — instituição religiosa fundada por São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana de Chantal (1572-1641). Esse convento francês fora escolhido por Nosso Senhor para, a partir daí, mais intensamente expandir pelo mundo inteiro a devoção a seu Sacratíssimo Coração.
Como religiosa nesse convento, por três ocasiões sucessivas o Divino Redentor apareceu-lhe com o Sagrado Coração à mostra, fez-lhe ver o desejo ardente que tinha de salvar os pecadores e pediu a instituição de uma festa litúrgica para honrá-Lo, bem como a comunhão reparadora das primeiras sextas-feiras do mês.
Tal missão não se realizaria senão com muitas lutas e sofrimentos. Ela era criticada dentro e fora do convento. Internamente, criticava-se tal devoção como sendo uma “novidade extravagante”; externamente, era criticada pelos jansenistas* — os progressistas da época. Esses atacavam virulentamente o culto ao Sagrado Coração e à Eucaristia.
Entretanto, o Divino Redentor quis servir-se da santa religiosa visitandina para difundir universalmente a devoção. Após sua morte, em 1690, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus estendeu-me muito, não apenas na França, mas por outros países. Ela foi canonizada em 1920, pelo papa Bento XV.
Publicado originalmente na edição de Junho de 2006 do Boletim Informativo Paroquial O Porta-Voz.
Essa grande santa visitandina nasceu em Verosvres (França), em 22-7-1647, e três dias depois recebeu o batismo.
Ainda muito pequena, bastava alguém dizer-lhe que tal coisa ofendia a Deus, para que ela compreendesse imediatamente que não se devia fazer. Certo dia rezou: “Ó meu Deus, eu Vos consagro minha pureza e Vos faço o voto de castidade perpétua”. Mais tarde, ela própria disse que não sabia o que significava “voto de castidade perpétua”, mas sentiu-se inspirada a fazer essa consagração.
Quando contava oito anos, devido à morte de seu pai, passou dois anos como aluna no convento das clarissas, em Charolles, e fez ali sua primeira comunhão. Vendo o bom exemplo das religiosas, nasceu em sua alma a vocação religiosa.
Como um indício da grande vocação a que ela era chamada, é oportuno lembrar um fato de sua vida: muito devota da Santíssima Virgem, rezava todos os dias o terço de joelhos. Mas um dia rezou-o sentada. Nossa Senhora apareceu-lhe e a repreendeu: “Estranho muito, minha filha, que me sirvas com tanto desleixo”.
Mais tarde, quando manifestou a familiares seu desejo de ser religiosa, esses pressionaram-na para que entrasse no convento das ursulinas. Ela respondia: “Eu quero ir às visitandinas, em um convento bem longe, onde não tenha nem parentes nem conhecidas, porque não quero ser religiosa senão por amor de Deus”.
Afinal, aos 24 anos, seu desejo se cumpriu, depois de 10 anos de provações. Entrou no convento das visitandinas de Paray-le-Monial da Ordem da Visitação de Santa Maria — instituição religiosa fundada por São Francisco de Sales (1567-1622) e Santa Joana de Chantal (1572-1641). Esse convento francês fora escolhido por Nosso Senhor para, a partir daí, mais intensamente expandir pelo mundo inteiro a devoção a seu Sacratíssimo Coração.
Como religiosa nesse convento, por três ocasiões sucessivas o Divino Redentor apareceu-lhe com o Sagrado Coração à mostra, fez-lhe ver o desejo ardente que tinha de salvar os pecadores e pediu a instituição de uma festa litúrgica para honrá-Lo, bem como a comunhão reparadora das primeiras sextas-feiras do mês.
Tal missão não se realizaria senão com muitas lutas e sofrimentos. Ela era criticada dentro e fora do convento. Internamente, criticava-se tal devoção como sendo uma “novidade extravagante”; externamente, era criticada pelos jansenistas* — os progressistas da época. Esses atacavam virulentamente o culto ao Sagrado Coração e à Eucaristia.
Entretanto, o Divino Redentor quis servir-se da santa religiosa visitandina para difundir universalmente a devoção. Após sua morte, em 1690, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus estendeu-me muito, não apenas na França, mas por outros países. Ela foi canonizada em 1920, pelo papa Bento XV.
Publicado originalmente na edição de Junho de 2006 do Boletim Informativo Paroquial O Porta-Voz.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O amor de Deus em Cristo
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Pastoral da Comunicação
às
10:32
Por Pe. João Novais, publicado originalmente na edição de Junho de 2006 nO Porta-Voz (Boletim Informativo da Paróquia das Graças).
É de todos conhecido que o cristianismo assenta sobre o amor. Este amor elevado até Deus diz-nos que “Deus é amor” (Jo 4,7-12); um amor pessoal no Espírito Santo e um amor difuso de Deus ao homem. “Ele amou de tal modo o mundo, que lhe deu o próprio Filho”.
Cristo é a revelação do amor de Deus ao homem, não só porque veio cumprir a vontade amorosa do Pai, mas porque amou-nos até ao fim, entregando-se à morte por nossa salvação. Ele amou-nos primeiro, o que nos obriga a também a amá-lo. Amá-lo sobre todas as coisas, mais que anós próprios; amá-lo na plenitude do Corpo de Cristo - a sua Igreja; amá-lo nos irmãos tanto quanto podemos amar-nos a nós próprios. São Paulo dá-nos a formula da plenitude do amor: - amemo-nos no amor do Coração de Cristo Jesus.
O homem, sempre que pretende comunicar-se com outrem, usa símbolos que podem ser palavras, gestos, objetos... poucos símbolos são tão universalmente aceites como um coração desenhado para significar o amor. É nesta linha de pensamento que devemos entender a nossa devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Não se trata tanto do culto a uma parte do Corpo de Jesus, mas duma aproximação à profundidade do amor de Deus, servindo-nos dum símbolo grandemente significativo e real: - o coração d'Aquele que veio ao
mundo para nos manifestar quanto Deus nos amou até atingir o grau supremo ao darnos o Seu Filho - Jesus Cristo.
"É grande este mistério", diz São Paulo, "digo-o do amor de Cristo à sua Igreja.”
A celebração da festa do Sagrado Coração de Jesus é, por este motivo, a comemoração do amor que Deus nos manifestou: ao criar o homem; ao enviar como prova do Seu amor o Seu Filho único; ao oferecer-se, em Jesus, à morte por amor dos homens; ao enviar-nos o Espírito Santo: Amor eterno entre o Pai e o
Filho.
Frente a tanta grandeza de amor é justa a exclamação de São Paulo - "só pelo amor podereis conhecer qual é a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade do Amor do Cristo".
O Coração de Cristo é, assim, a chamada constante ao homem do AMOR que Deus nos tem.
A celebração do Sagrado Coração de Jesus é uma chamada à nossa consciência relativamente ao amor de Cristo. A nossa consciência não pode ficar insensível e passiva: Ele amou-nos primeiro. Amemo-lo também nós, amemo-lo sobretudo nos irmãos, pois amando-nos, amamos a Cristo; amando a Cristo, amamos o Pai
e, se amarmos o Pai no Filho e Pelo Espírito Santo, o amor estará em nós, pois Deus é Amor, fez de nós Sua morada.
É de todos conhecido que o cristianismo assenta sobre o amor. Este amor elevado até Deus diz-nos que “Deus é amor” (Jo 4,7-12); um amor pessoal no Espírito Santo e um amor difuso de Deus ao homem. “Ele amou de tal modo o mundo, que lhe deu o próprio Filho”.
Cristo é a revelação do amor de Deus ao homem, não só porque veio cumprir a vontade amorosa do Pai, mas porque amou-nos até ao fim, entregando-se à morte por nossa salvação. Ele amou-nos primeiro, o que nos obriga a também a amá-lo. Amá-lo sobre todas as coisas, mais que anós próprios; amá-lo na plenitude do Corpo de Cristo - a sua Igreja; amá-lo nos irmãos tanto quanto podemos amar-nos a nós próprios. São Paulo dá-nos a formula da plenitude do amor: - amemo-nos no amor do Coração de Cristo Jesus.
O homem, sempre que pretende comunicar-se com outrem, usa símbolos que podem ser palavras, gestos, objetos... poucos símbolos são tão universalmente aceites como um coração desenhado para significar o amor. É nesta linha de pensamento que devemos entender a nossa devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Não se trata tanto do culto a uma parte do Corpo de Jesus, mas duma aproximação à profundidade do amor de Deus, servindo-nos dum símbolo grandemente significativo e real: - o coração d'Aquele que veio ao
mundo para nos manifestar quanto Deus nos amou até atingir o grau supremo ao darnos o Seu Filho - Jesus Cristo.
"É grande este mistério", diz São Paulo, "digo-o do amor de Cristo à sua Igreja.”
A celebração da festa do Sagrado Coração de Jesus é, por este motivo, a comemoração do amor que Deus nos manifestou: ao criar o homem; ao enviar como prova do Seu amor o Seu Filho único; ao oferecer-se, em Jesus, à morte por amor dos homens; ao enviar-nos o Espírito Santo: Amor eterno entre o Pai e o
Filho.
Frente a tanta grandeza de amor é justa a exclamação de São Paulo - "só pelo amor podereis conhecer qual é a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade do Amor do Cristo".
O Coração de Cristo é, assim, a chamada constante ao homem do AMOR que Deus nos tem.
A celebração do Sagrado Coração de Jesus é uma chamada à nossa consciência relativamente ao amor de Cristo. A nossa consciência não pode ficar insensível e passiva: Ele amou-nos primeiro. Amemo-lo também nós, amemo-lo sobretudo nos irmãos, pois amando-nos, amamos a Cristo; amando a Cristo, amamos o Pai
e, se amarmos o Pai no Filho e Pelo Espírito Santo, o amor estará em nós, pois Deus é Amor, fez de nós Sua morada.
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