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terça-feira, 25 de maio de 2010

A alegria de ser católico

Nesse Domingo de Pentecostes (2010), quando a auto-estima dos católicos no mundo inteiro encontra-se ferida pelos escândalos que vieram à tona, amplamente cobertos pela mídia recentemente, o convite que Bento XVI fez a todos o povo de Deus só pode ser reação do Espírito Santo de Deus: o Papa orou para "que seus membros, fortalecidos com a graça do Espírito Santo, sintam cada dia mais a alegria de pertencer à grande família dos discípulos de Cristo e, com fé viva, esperança firme e caridade ardente, deem testemunho no mundo do Evangelho da salvação" (leia no Porta-Voz online).

Com Jesus Cristo, o escândalo foi ainda maior. Um dos doze (8,33%) o traiu e, não confiando no Seu amor e misericórdia, matou-se em seguida. E agora o povo católico se abala com o que? E daí se 0,01% dos sacerdotes têm desvios de conduta? O Evangelho já advertiu que melhor seria para eles "se lhe atassem uma pedra no pescoço e o jogassem no mar" (Mc 9,42). Mas estes fatos deveriam levar alguns dos nossos a abandonar a fé? Ou deveríamos todos dar graças a Deus pelos 99,99% que lhes são fiéis? Pelos tantos exemplos que encontramos em nosso cotidiano de vida consagrada e dedicada a Deus?

Todos nós temos nossas limitações, padres ou leigos. Todos são amados por Deus. Todos têm na Igreja sua morada, e não apenas os santos. Pensar o contrário é iludir-se a si mesmo e rejeitar a participação de todos os irmãos que vivem na humildade e na luta contra o pecado. "Os sofrimentos da Igreja vêm do seu próprio interior, do pecado que existe na Igreja", declarou Bento XVI em sua viagem a Lisboa (em 12/05/2010).

Quando pensamos assim o nosso fardo fica mais leve e nos tornamos verdadeiramente uma família. Acolhemo-nos mutualmente, perdoamos uns aos outros e seguimos em frente. Caminhando na esperança, na fé e na caridade, rumo à terra prometida. A Igreja é essa família.

Além do mais, onde iríamos se só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68)? "Eu sei em quem depositei a minha fé", disse São Paulo (2Tm 1,12). Foi em Jesus Cristo. E essa fé não engana, Jesus Cristo não decepciona. Nele deve estar toda a nossa esperança. E justamente por isso nosso povo não deve se envergonhar, não se desmotivar, não endurecer seus corações. O Cristo que acolhe as vítimas e o pecador continua aqui, transformando vidas.

Recentemente tomei conhecimento da campanha Catholics come home (ou Catolicos regresen, em espanhol). É impressionante ver como muitas pessoas têm redescoberto a alegria de ser católicos, de terem comunhão eucarística com Nosso Senhor, a comunhão dos santos, a intercessão de Maria (Leia no >Porta-voz online). A vida ganha novo brilho e não há obstáculo que perdure.

 

Que nossa comunidade possa manter-se motivada nesses novos tempos, a fim de propagar, na Verdade, a Salvação de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que ele seja conhecido, amado e anunciado. Façamos tudo por Amor a ele, e nossa obra será perfeita.

Que tal começar dizendo o que mais te causa alegria em ser católico? Você pode fazer um comentário no campo logo abaixo e publicar.

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