CONTEÚDO DESATUALIZADO

ATENÇÃO

ESTE SITE ESTÁ NO AR APENAS EM RAZÃO DE TESTES.
QUALQUER INFORMAÇÃO SOBRE AS ATIVIDADES E EXPEDIENTE DA PARÓQUIA DEVEM SER OBTIDOS POR TELEFONE, POIS AS INFORMAÇÕES AQUI APRESENTADAS PODEM ESTAR DESATUALIZADAS.

LAMENTAMOS O TRANSTORNO.
MUITO OBRIGADO E DEUS O(A) ABENÇÕE!
Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador opinião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O cristão, verdadeiro e autêntico, nas redes sociais



Há seis anos as redes sociais apenas engatinhavam, e a forma de navegar na internet era bastante diferente. As pessoas buscavam notícias nos grandes portais, administravam suas finanças nos bancos na internet, compravam nas lojas mais conhecidas. E a maior parte das interações com outras pessoas ainda se dava através de email e do messenger (MSN).

Hoje, mais do que encontrar pessoas em redes sociais, você compartilha conteúdo com elas. Diz o que está pensando, indica notícias e artigos, compartilha fotos e vídeos, conversa em áudio e vídeo ao vivo e novidades aparecem a cada novo dia.

Dentro desse contexto, no último dia dedicado às comunicações sociais Bento XVI escreveu orientações sobre o papel dos cristãos nesse contexto, destacando dois aspectos: a verdade e a autenticidade. A respeito disso, a agência de informações internacional Zenit publicou uma entrevista com um especialista em comunicação de marcas e instituições Guillaume Anselin. O Porta-voz na internet reproduziu a publicação e aqui destaco os pontos mais altos, por julgar o assunto de grande interesse de grande valia aos cristãos com o perfil dos nossos paroquianos.

Considere-se que o cristão deve ser um agente da verdade, porque a Verdade é o próprio Cristo. Na era da informação muitas vezes há carência de fontes que comprovem os dados, e também nas redes sociais muitas vezes as informações são transmitidas como se fossem verdade, sem que se tenha investigado com cautela suas fontes. Consideremos o que diz o administrador W. Edward Deming: "Em Deus nos acreditamos. Todos os outros precisam nos trazer dados".

Portanto, ao cristão cabe ser luz, iluminando os fatos para que a Verdade apareça. Com fontes concretas e linguagem acessível, testemunhar com simplicidade aquilo que se crê. Ao mesmo tempo, usar de uam "criatividade responsável", com um "escrupuloso profissionalismo", para que as mensagens sejam claras e atraentes.

E não há como cumprir esse aspecto se se esconde através de um perfil (ou avatar) falso. Apesar das possibilidades que a internet oferece de que as pessoas se mantenham no anonimato ou se comuniquem através de pseudônimos, é essencial que haja coerência entre o mundo real e o mundo digitalmente conectado. Este primeiro passo já constitui em si mesmo um primeiro testemunho da verdade. Ser íntegro, num único testemunho de vida, sóbrio e equilibrado até mesmo na escolha de seu conteúdo na rede de computadores.

Isso tem a ver com Autenticidade, outro ponto destacado por Bento XVI e pelo entrevistado. não adianta queremos ter iniciativas católicas, se não o somos. Na linha da autenticidade da fé, seremos incapazes de comunicar uma fé que não vivemos, ainda que seja pela internet.

Em seu conteúdo, o cristão deve lembrar-se sempre da mensagem a ser transmitida. Deve lembrar que é a face de Cristo que todos buscam, muitos mesmo sem saber. E a encontrarão se for mantido o foco de oferecer respostas simples, nos formatos mais variados, às questões elementares a respeito da fé, da vida e da sociedade. Feito isso, por maiores que sejam as redes do novo mundo, não suportarão o peso de tanta pesca e também se romperão... em Salvação para Cristo, e em novos membros para a Igreja.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Comemora-se um homem e um Deus

É chegada, mais uma vez, a epifania. Epifania é a manifestação do Senhor como Deus entre os homens.

A primeira vez aconteceu há milênios atrás. Reis magos vieram do oriente prestar suas homenagens ao Deus que se fez homem, para elevar o homem à dignidade de Deus. Um grande milagre se manifestou pela encarnação do Deus todo poderoso. Na simplicidade da manjedoura era reclinado o menino Deus.

Sua vida estaria pontilhada das manifestações divinas. Como se trata de um momento importantíssimo na vida do Cristão, todos os anos centralizamos nossas reflexões em torno da epifania. Decorridos 2010 anos ainda há tergiversões quanto à concrequitude desta ação divina.

Jesus Homem
Filho de Maria e de José. Figuras antigas do povo judeu. Conhecidíssimos na comunidade simples ligada ao templo. José virtuoso profissional, carpinteiro. Maria jovem presente nas reuniões da sinagoga. O fato histórico registra o nascimento em Nazaré, de um menino que foi reclinado em uma manjedoura, tendo em sua companhia os animais que ali faziam pousada. Era pobre e estava fora de sua pátria porque seus pais cumpriam as normas do recenseamento que lhe foram impostas. Não encontraram abrigo nas estalagens da cidade.

Criou-se como carpinteiro, seguindo a profissão do pai. Não tinha nada de especial, nem demonstrava ser dotado de capacitações que o distinguissem das demais crianças. Sua infância foi normalíssima sob a orientação pedagógica de sua mãe e de seu pai que se mantinham em harmonia e paz, não diferentes dos casais que os cercavam.

A vizinhança conhecia o casal e ao seu filho. O filho do carpinteiro. Um comum entre comuns. Sua vida sacrificada pelo trabalho diário, não lhe permitia projeções, mas se evidenciava pela santidade e harmonia de vida.

Era hábil na pesquisa da matéria-prima dos seus afazeres. Colhia madeira na mata e suas mãos de artista a transformavam em móveis rústicos ou portais das construções humildes.

Jesus Deus
Aos doze anos deu demonstração do que seria sua vida, porém não despertou curiosidades, pois era um desconhecido menino. O diálogo com os doutores da lei e sacerdotes que o cercaram na entrevista impressionou uns e balançou a curiosidade de outros. Um mistério não se desvenda facilmente, precisa penetração iluminada pela fé. A resposta que dera à sua mãe era uma pálida imagem do que viria pela frente.

Só aos trinta anos é que aparece no cenário pregando um caminho inteiramente desconhecido por todos.

“Este é meu filho bem amado”, saudação carinhosa do Pai que lhe assistia no batismo, foi outro impacto; “Eu e o Pai somos um” dito de encorajamento aos discípulos que o acompanhavam. Cada dia Jesus dizia claramente da sua competência e assim aguçava a curiosidade dos sacerdotes quando queriam saber de onde vinha sua autoridade, cada vez mais explicitada. “Nem eu vos digo com que direito faço estas coisas”, esta resposta atendia à pergunta formulada como também à perspicácia maliciosa das interrogações. Coroou-se a manifestação do Deus presente: “Não se abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho?” Os discípulos de Emaús dão o testemunho da ressurreição de Jesus. É o Deus que se fez homem e está entre nós.

Presença de Jesus
O pouco tempo de que dispôs para implantar seus princípios de um novo reino, foi o suficiente, também, para despertar a ira entre os que faziam o reino do mundo que chafurdava da ignomia e na corrupção.

Eram forças antagônicas que se defrontavam levando massas para o abismo do pecado. As sementes plantadas por Jesus, porém, vivificaram e assumiram liderança. Mataram o pregador, mas não eliminaram a fé que foi implantada no pequeno grupo que a recebeu com alegria e competência. A morte festejada pelos algozes de Jesus não foi duradoura, em três dias apenas a vitória desponta no coração dos discípulos e aquela semente que parecia adormecida, continuou viva comprovando a divindade com que foi implantada.

Quanto mais se aprofundam os estudos mais concreto fica estabelecida a presença de Jesus como Deus entre nos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A origem do celibato sacerdotal




Antes de tudo, vale dizer que o celibato na Igreja Católica teve origem nos Apóstolos que o receberam de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não é verdade que a Igreja teria inventado o celibato eclesiástico, mas sim, foi o próprio Jesus Cristo quem deu o grande conselho evangélico da castidade perfeita, exortando os seus discípulos ao celibato e a tudo deixar pelo amor do Reino dos Céus como estado de perfeição. Mas Ele avisou: "Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado". (Mt 19, 11-12).

O Evangelho fala na sogra de Pedro, mas não se refere à sua esposa, como também sobre a esposa de nenhum dos outros Apóstolos, deduzindo-se que eram celibatários, sendo Pedro viúvo. Para comprovar esta tese, observemos a interpelação de Pedro a Jesus, falando por ele e pelos seus companheiros de apostolado: “Eis que deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade vos digo, ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mãe, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10, 28-31). Pois bem, alicerçado e exaltado nas Sagradas Escrituras, o celibato voluntário começou a ser fielmente praticado por toda a parte na medida em que o Cristianismo ia se difundindo. Este entendimento permaneceu na tradição da Igreja, sem nenhuma obrigação por norma legal, mas por opção de servir e seguir somente a Deus e não olhar atrás.

Com o passar do tempo, houve a necessidade de uma normatização e assim, no Século IV, a Igreja criou a lei do celibato existente para os bispos, sacerdotes e os diáconos, no Concílio de Elvira, entre os anos 300 e 305, que expressa no cânon 33: "Determinou-se unanimemente estabelecer a proibição de que os bispos, os sacerdotes e os diáconos, isto é, todos os clérigos constituídos no ministério, se abstenham de esposas, e não gerem filhos: e, aquele que o tenha feito seja declarado decaído da honra da clericatura". Santo Agostinho, comentando o Concílio de Elvira, acrescenta: "O que a Igreja Universal mantém e não foi instituído por Concílios, mas o que sempre se observou, crê-se ter sido transmitido, sem nenhum perigo de erro, pela autoridade apostólica."

A partir do século X, houve uma grande decadência do clero, exatamente quando o imperador Oto I, do Sacro Império Romano Germânico, em troca da proteção que dava à Igreja, começou a querer controlar os assuntos de religião e as ações do Papa, promovendo uma liberação no celibato, com nomeações ou investiduras de bispos casados os quais ordenavam padres casados de acordo com as conveniências políticas, abrindo as portas para a corrupção entre os membros do clero com escândalos e concubinato por toda a parte, favorecido pelo caso das investiduras, já que o poder secular tinha em suas mãos quase todas as nomeações de bispos e curas.

Era preciso arrancar estas ervas daninhas que transformavam a Sementeira do Senhor, a Igreja, em um campo minado de corrupção e de indisciplina, usando o tráfico ou venda ilícita de coisas sagradas, manchando a conduta da Igreja e prejudicando a sua missão evangelizadora com muitos escândalos envolvendo os príncipes seculares, os quais como lobos famintos, invadiam o aprisco do Senhor. Os reis Filipe e Augusto I da França, Boleslau II da Polônia praticavam e difundiam a devassidão e a imoralidade, destacando-se Henrique IV do Império Romano Germânico como o mais devasso de todos.

Diante de tanta corrupção e indisciplina, a Igreja rezava pedindo ao Divino Espírito Santo que lhe mostrasse o caminho da libertação, capaz de restaurar a sua missão evangelizadora. Deus ouviu o clamor de seus fiéis e se apiedou de sua Igreja, dando-lhe um Papa, como as circunstâncias o exigiam, na pessoa de Dom Hildebrando Brandeschi OSB que assumiu a suprema dignidade papal, com o título Gregório VII. Ao receber essa notícia, São Pedro Damião, Bispo e Doutor da Igreja, exclamou: "Agora será calcada a cabeça da serpente peçonhenta, e será posto um termo aos negócios torpes; o falsário Simeão Mago não mais cunhará moedas na Igreja; voltará ao tempo áureo dos Apóstolos, revigorará a disciplina eclesiástica; serão derrubadas as mesas dos vendilhões..." “Não fosse a Igreja uma instituição divina, edificada sobre a rocha, os próprios filhos tê-la-iam destruído”.

Nestas circunstâncias, no ano de 1073, o Santo Padre, o papa Gregório VII, convocou o Concílio Lateranense, deliberando por proibir e tornar sem efeito todas as investiduras religiosas exercidas pelos imperadores e excomungar o imperador Henrique IV do Império Romano Germânico com todo o seu clero rebelde formado de bispos e padres casados, os quais foram todos afastados da Igreja e proibidos de ministrarem os Santos Sacramentos.

“O Concílio de Trento reforçou a nulidade destes casamentos e criou os seminários, escolas de meninos para serem uma perpétua sementeira de ministros para o serviço de Deus. E responde que Deus não recusa o dom da castidade àqueles que o pedirem, como também não permite que sejamos tentados acima de nossas forças. Além do mais, a celebração cotidiana do Santo Sacrifício da Missa e a recitação diária do Ofício Divino, a freqüente meditação das verdades eternas, as consolações do apostolado, o contínuo contacto com os enfermos e moribundos... tudo isso auxilia amplamente o sacerdote na fidelidade aos seus votos”.

A Igreja é coerente e fiel no cumprimento da missão que lhe foi confiada, em obediência à ordem recebida de Jesus: “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho” e sempre atenta à Palavra de Deus. Vejamos o que nos diz o Senhor Jesus: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62). Por isso, adota o celibato, em zelo pelo Evangelho e pelo sacerdócio, deliberando que os padres não devem constituir família, para que eles em se preocupando com o bem-estar da esposa e dos filhos se descuidem das demais ovelhas do rebanho, como também fiquem impedidos de possíveis remanejamentos para anunciar o Evangelho em lugares distantes. Disse Jesus em uma passagem do Evangelho: “As aves têm ninhos e as raposas têm as suas tocas, mas o Filho do Homem não tem um lugar onde repousar”.

Muitos jovens entram no seminário, mas só serão ordenados padres se realmente tiverem vocação para o sacerdócio e assumirem votos de pobreza, castidade e obediência, aceitando as normas disciplinares na hierarquia da Igreja, tendo todo o tempo de Seminário para decidirem, pois ser padre é um sacerdócio que requer sacrifícios. Observar que os padres seculares não fazem votos de pobreza. Observar também que a Igreja é isenta de paixões políticas, pois defende que não deve misturar a missão evangelizadora com a arte de fazer política, recomendando aos padres que não se envolvam em cargos eletivos, limitando-se a orientar os seus fiéis ao voto consciente.

Vejamos o que nos diz o Papa Pio XII em sua Encíclica "Menti Nostrae": "É precisamente porque ele deve ser livre de todas as preocupações profanas e consagrar-se totalmente ao serviço de Deus, que a Igreja estabeleceu a lei do celibato, a fim de que seja sempre mais manifesto a todos que o Sacerdote é ministro de Deus e pai das almas". "Por esta obrigação do celibato, muito longe de perder inteiramente o privilégio da paternidade, o sacerdote o aumenta ao infinito, porque, embora não suscite posteridade nesta vida terrestre e passageira, engendra uma outra para a vida celeste e eterna". Outrossim, neste mundo degradado e imoral, no qual a sensualidade e a devassidão dominam tudo, é mais do que oportuno mostrar o heroísmo do celibato eclesiástico em toda a sua pureza, para servir de barreira e como exemplo, ao invés de tentar atenuá-lo e ofuscar-lhe o brilho.

Analisando os fatos históricos, observa-se que as ideias liberais tentando influenciar o Clero, com o fim de derrubar o celibato, só trouxeram problemas para a Igreja, na sua missão evangelizadora. Portanto, é salutar que se mantenha o celibato e que se incentive o Sacerdote na sua missão de servir e seguir somente a Deus e não olhar atrás.

Em defesa do celibato, o Padre Fábio de Melo assim se expressa: "... Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar. Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual... Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena... Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo... Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou...”

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Equivalência do "Faça-se"


É emocionante a leitura do capítulo 1 nos versículos 26s de São Lucas. Não há quem não encontre motivos para bem refletir a vocação de Maria. Na hora do chamado não tervigesou quanto à missão que lhe estava sendo apresentada. Ouviu com atenção. Meditou no fundo de sua alma. Refletiu sobre a responsabilidade que assumiria. Numa fração de minutos, decidiu pelo “faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Temos ouvido comentários e homilias sobre o “sim” de Maria que levou a humanidade à salvação. Analisando com atenção sentimos a força e tenacidade de que se reveste o verbo “faça-se” em seu tempo verbal.

Fazer leva ao entendimento de construir, realizar e concretizar. Faça-se, na sua profundidade, tem mais representação e significado do que sim. O “fazer” vai fundo exige uma reflexão; requer uma análise detalhada e circunstanciada do fato; pede uma retrospecção minuciosa e inteligente, pois daí sairão as linhas de trabalho e ação que o verbo expressa.

Maria com certeza pensou profundamente em torno da saudação do anjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. Quanta coisa não passou por aquela cabecinha de adolescente. Desde as mais belas imagens até os trágicos momentos que seriam enfrentados.

O “faça-se” não foi uma afirmação qualquer. Revestiu-se do encantamento de ser a mãe do filho de Deus, mas, também da responsabilidade que estava assumindo no plano salvífico “Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi”.

O advento nos leva aos primeiros momentos de dor e preocupação experimentados por Maria, pronunciadora do “faça-se”. O menino vai chegar, não há lugar nas hospedarias como não havia no coração da humanidade. A madeira do cocho foi a recepção digna daquele que teria, igualmente, o madeiro como suporte; na cruz finalizou da sua missão. Madeira na chegada e madeira na saída, que mundo é esse que mata seus profetas. O bafo dos animais na estrebaria foi o aquecimento ambiental. Maria presidiu todas as etapas em busca do conforto que pretendia para seu filho.

A partir dali, uma simples acolhida, outros momentos lhe afligiriam. Todo mundo que na Bíblia vai pesquisar, sabe como foi o trajeto percorrido pelo filho daquela que soube refletir o seu “faça-se”. Veremos do principio ao fim, que a vida de Jesus foi ponteada de surpresas, mas que Maria sempre de pé, no fundo do seu coração, ia perpassando os minutos que tomara antes de pronunciar o “Faça-se em mim, segundo sua vontade”.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A mudança na Igreja está em suas mãos!


Como é fácil perceber erros nas pessoas ao nosso redor e responsabilizá-las por tudo o que de errado ocorre ao seu redor. Não obstante, é por isso que muitos se afastam do seio da Igreja, esperando por um sinal, por um testemunho de vida, de coerência, que não há. Ou então, quando há, está tão abafado no meio dos juízos temerários e das maledicências que passa por despercebido.

O Papa Bento XVI, na sexta-feira 05 de Novembro última, não só reconheceu que hoje a comunidade eclesial "se mostra necessitada de purificação e reforma" como apresentou um remédio contra esse mal.

É preciso "recorrer às fontes tradicionais e sempre vivas da santidade da Igreja Católica", afirmou, citando quais seriam a:
   • centralidade da Eucaristia
   • espiritualidade da Cruz
   • assiduidade nos Sacramentos,
   • Palavra de Deus meditada, lida e interpretada na tradição e no amor
   • a devoção ao Papa.

Tal tarefa de conversão, segundo o santo padre, consiste na "primeira e mais urgente exigência" em todas as épocas.

É nisso que devemos pensar quando formos assaltados novamente pela tentação de condenar ou simplesmente desejar a mudança nos outros. A reforma na Igreja começa em nosso próprio coração e em nossa própria vida.

Por onde começar? Que tal pela celebração eucarística? Não busque justificativa no padre, nos músicos nem na equipe de liturgia para não viver esse preceito de forma digna. Comece tornando-se um voluntário para levar o vigor e o entusiasmo da fé à liturgia eucarística, à luz do magistério da Igreja, contagiando toda a sua comunidade.

Sabemos que a Eucaristia é o coração da vida em comunidade, e que a forma como a comunidade vive reflete a forma como encara a celebração eucaristica. Para saber com que vigor atua, busque-se saber com que vigor celebra. Por isso, o santo padre frisou inequivocadamente que "toda obra apostólica e caritativa extrairá vigor e fecundidade desta fonte".

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Bento XVI, divisor de águas no impasse político-religioso no Brasil


Três dias antes das eleições para presidente da república no Brasil, depois de amplas, mais pouco conclusivas, discussões no âmbito político-religioso, o Papa Bento XVI aproveita a visita dos Bispos da Regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para fazer considerações decisivas sobre qual deve ser o papel da Igreja e dos seus bispos no exercício da cidadania no Brasil.

Os próprios bispos do Brasil, integrantes da CNBB, haviam encontrado impasses a respeito do posicionamento e aconselhamento aos fiéis brasileiros. Enquanto alguns se posicionaram veementemente contra o PT e a candidata Dilma Rousseff, a respeito da ideologia do partido em questões que dizem respeito a descriminalização do aborto, liberdade de expressão (da imprensa e até dentro dos templos, no pronunciamento a questões como homossexualismo), através de textos e vídeos nos sites de suas arquidioceses, amplamente acessados no YouTube, as autoridades máximas da CNBB insistiam em manter-se o mais imparcial possível.

Caso não consiga visualizar o vídeo abaixo, clique em "continue lendo", logo abaixo.
 

Com uma declaração pouco comprometida, inerte, limitando-se a exortar "os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana", as autoridades da CNBB perderam a oportunidade de cumprir à risca o seu papel de trazer à luz os atos denunciáveis promovidos no governo atual que constituem grave perigo à sociedade democrática e ao povo cristão, como o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3).

Em momentos como esse, e à luz do compromisso assumido na Conferência de Aparecida, em 2007, esperava-se uma ardorosa cobrança aos candidatos da atualidade em se pronunciarem a respeito da Vida, cobrando dos candidatos posições claras e coerentes com o que espera um país onde 169 milhões de pessoas (89% da população) professa a fé cristã. Tal participação, antes de ser vistos como uma interferência da Igreja em assuntos políticos (que alguns veriam como fora de sua alçada), muito colaboraria com o processo democrático, onde todos os grupos buscam seus interesses diante dos candidatos (é só ver a manifestação das feministas e homossexuais).

Há pouco menos de 2000 anos Jesus Cristo já havia ressuscitado e ascendido aos céus, deixando Pedro como seu representante. Segundo o Livro dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia, este decidiu uma questão bastante discutida entre os demais bispos, sendo plenamente aceito em seu veredicto como autoridade máxima e suprema da Igreja. Da mesma forma, agora faz Bento XVI em relação ao Brasil. Esperamos que não seja tarde demais para que corrija o dever de casa dos bispos brasileiros. Que se cumpra agora a máxima "Roma Locuta, Causa Finita", isto é, o papa falou, questão resolvida.

Quanto aos candidatos, pela repercussão desse pronunciamento do Papa, já podemos perceber o quão dóceis são às orientações da Igreja. Enquanto um exorta Bento XVI pela sua preocupação, o outro "respeita sua opinião", esquecendo que, para os católicos, o papa não tem "opinião", e sim "autoridade".

Como disse Maquiavel em seu livro "O príncipe", cada povo tem o líder que merece. Esperemos que o povo brasileiro mereça muito, e faça por valer o seu voto no domingo.

Deus salve a Terra de Santa Cruz. Amém.

___
Leia o pronunciamento do Papa na íntegra: O Porta-Voz online
Veja um vídeo explicativo sobre o avanço do PNDH3: I | II
Vários pronunciamentos de líderes católicos sobre o assunto: I

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Em defesa da vida


Alguns políticos brasileiros vêm lutando para legalizar o aborto no Brasil e, com objetivos escusos, se movimentam para aprovarem no Congresso Nacional a descriminalização do aborto, isto é, alterar o artigo 128 do Código Penal Brasileiro que o tipifica como crime contra a vida.

Por trás deste plano diabólico está a poderosa e lucrativa indústria do aborto com todos os carcarás que se agasalham nos matadouros de criancinhas indefesas, que se beneficiam da falta de ética dos “lobistas” anticristãos e de muitos políticos corruptos inseridos no próprio Governo, mantendo como certa a legalização desta matança perversa para assim poderem sugar vultosos recursos da nação e enriquecerem ilicitamente e com dinheiro maldito.


Anualmente, os inocentes mortos por este massacre diabólico, atingem os 40 milhões no mundo inteiro. Esta ação criminosa do aborto provocado trata-se de uma barbárie, um assassinato de brutal perversidade que esquarteja um ser humano inocente e indefeso. É crime gravíssimo contra a Lei de Deus, no seu 5º Mandamento: “não matar”. Só os materialistas pagãos, hereges e incrédulos que não temem a Deus, podem concordar com tamanha crueldade.

Existem ONGs que recebem repasses milionários do governo, gozando de isenção fiscal, isto é, não podem ser fiscalizadas e com estes recursos e privilégios investem alto em passeatas para aprovarem, a todo custo, o casamento de homossexuais, a legalização do aborto e outras aberrações, que matam o feto no ventre da mãe, em nome dos direitos humanos e para que não venha faltar alimentos. Que humanismo é este?

Em vez de emendarem-se dos seus crimes contra a vida, vêm propor o controle da natalidade, como uma falsa proposição de defenderem uma nova ordem econômica, mentirosa, dizendo-se preocupados com a falta de alimentos.

Ora, se falta alimentos, por que então nos Estados Unidos e na Europa Ocidental os fazendeiros têm sido pagos pelo governo para não produzirem? Sabendo-se que a densidade demográfica no Japão é de 300 pessoas por quilômetro quadrado e não há fome e nem analfabetismo, por que se preocupar se a nossa é de apenas 22,1?

Agora, já acendeu a luz vermelha, alertando que o nosso índice de natalidade (2,0) já se encontra abaixo do mínimo necessário recomendado que é de 2,1 filhos/mulher, para que a população se mantenha estável e isto sim, é preocupante, agravando-se mais ainda com uma alta taxa de mortalidade infantil.

Vê-se com tristeza uma medida perigosa, esta dos políticos incentivarem a laqueadura, a pílula anticoncepcional, a pílula do dia seguinte e agora a aprovação do aborto. A continuar esta loucura, daqui a pouco tempo teremos graves problemas com uma população decadente e envelhecida, sem braços jovens para o trabalho e para manter a Previdência Social e dar seqüência à vida da Nação.

Contrários ao cristianismo, estão nos impondo um estado laico, procurando dificultar a evangelização, para poderem facilitar as ideologias materialistas, o indigenismo latino americano e o esoterismo, e assim, os povos primitivos possam resgatar a sua cultura, incluindo aí o sodomismo, a cultura dos índios antropófagos e a selvageria dos hunos, dos visigodos, dos francos e de outros povos bárbaros, que a Igreja Católica conseguiu converter ao cristianismo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Crueldade muçulmana no Irã


A imprensa brasileira vem noticiando o caso da mulher iraniana que foi condenada à morte por apedrejamen-to, acusada de adultério. Procurando uma explicação para esta crueldade, conclui-se que este procedimento faz parte da ditadura machista muçulmana que manipula leis cruéis doutrinando até crianças e jovens a serem caçadores e denunciantes de infiéis e ainda a perseguirem missionários cristãos que cheguem ao país.


Reina a opressão às mulheres. Jovens e meninas de 13 anos são obrigadas a casar-se com homens bem mais velhos, tornam-se escravas e privadas dos seus direitos mais elementares e se não cederem a caprichos sexuais poderão morrer acusadas de adultério. Lá, 19 mulheres atravessam o vale da sombra da morte e clamam por justiça.

Aos apóstatas da fé islâmica eles imprimem cruéis castigos, inclusive os infiéis são obrigados à força de chibatadas a confessarem outros crimes que não cometeram e assim justificar a punição à morte, e, por este método desumano obrigaram a viúva Sakineh a confessar ter matado o marido.

Intolerantes e cruéis, obrigam os seus seguidores a jurar um pacto perpétuo de fidelidade ao Islã, sem perdão a qualquer fiel que descumprir este juramento, e autoridade nenhuma pode usar de misericórdia em favor de um condenado que caiu em desgraça, nem mesmo o Presidente da República Islâmica do Irã, sob pena desta autoridade cair também em desgraça, com o veredicto de juízes que sentenciam penas de morte aos infiéis do regime fundamentalista.

Existe uma hipótese de que os fariseus, tão implacáveis na observância da Lei Mosaica, em zelo pelo Judaísmo, inclusive com o apedrejamento, como o daquela mulher adúltera que Jesus salvou, quando viram o Cristianismo se expandir pelo Ocidente, teriam abandonado o Judaísmo e se aliado ao Islamismo, mantendo a observância da Lei Fundamentalista, muito parecida com os métodos farisaicos. Recentemente, o governo iraniano foi obrigado a publicar a recusa de oferta de asilo político àquela viúva e infiel desgraçada, proposta pelo governo brasileiro.

Humanamente falando é impossível as 19 mulheres amaldiçoadas pelas leis islâmicas receberem o indulto, mas para Deus nada é impossível. “Senhor, liberta o meu povo!” Convém que nos reportemos ao Diácono Estevão, Santo Mártir da fé apostólica que foi impiedosamente apedrejado por carrascos liderados por Saulo de Tarso, fariseu implacável perseguidor dos cristãos. Saulo presenciou o martírio e a imensa fé em Cristo, corajosamente demonstrada por aquele Santo Mártir que cheio do Espírito Santo se entregou de corpo e alma a Cristo Salvador e até no último suspiro da vida clamava a Deus que tivesse misericórdia daqueles seus algozes e que lhes perdoasse os pecados.

Testemunhando esta grandeza de espírito e de fé, Saulo se converteu à Fé Cristã e arrependido pediu para ser batizado com o nome de Paulo, vindo a ser o Apóstolo das Nações, uma das colunas mestras da Igreja fundada por Cristo, que mesmo enfrentando toda sorte de perseguição, anunciou o Evangelho por todos os lugares.

Nos países muçulmanos, os poucos missionários cristãos que aparecem, lêem a Bíblia e rezam o santo terço contemplando o Evangelho em Cenáculos, a portas fechadas, com medo da perseguição islâmica, mas aqui no Ocidente os seguidores de Maomé são bem acolhidos, podem construir as suas mesquitas e já querem nos impor a onda do estado laico, isto é, sem religião.

Vale refletir o que disse o famoso Imperador Francês Napoleão Bonaparte: “Uma sociedade sem religião é como um navio sem bússola.” Na verdade, com esta onda, eles querem desfazer a nossa cultura cristã para favorecer ao Islã. Convém que se diga que aceitar esta onda que estão nos impondo é denegrir a nossa cultura e enterrar a memória da nossa tradição cristã de dois mil anos, conquistada com o sangue de muitos santos mártires da fé apostólica.

Senhor Jesus Cristo, perdoa este povo de coração tão duro e infunde o Espírito Santo sobre ele, e todos possam te reconhecer como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o Nosso Salvador e vejam que só o amor é eterno, porque Deus é Amor. Santo Estevão Marte, rogai a Deus por nós.

sábado, 14 de agosto de 2010

Ler é um bom hábito



Ler é um bom hábito. A leitura nos traz uma boa formação. Assim, sedimentados, somos capazes de entabular uma conversação e montar uma opinião séria sobre quaisquer assuntos. Pela frequência com que manifestamos nossas posições somos até ponto de referência. Louvável.

Tem gente com a mania de ler os jornais diariamente. Outros se dedicam às revistas semanais. Como resultado, vão somando notícias e argumentos para defender os princípios a que se inclinam: políticos, sociais e até mesmo religiosos.

A esse procedimento juntam-se também outras pessoas mais cuidadosas e movidas de elevados propósitos que têm sempre na cabeceira da cama um bom livro da literatura nacional e vão engrossando seus conhecimentos paralelamente ao da ciência em que se formaram nas faculdades. Neste rol incluem-se os de ficção científica ou não. Por isso admiramos o comportamento e consideramos todos formados numa cultura sadia, capaz de mudar a classificação do nível intelectual da nação.

Graças a Deus registramos um bom número de pessoas que se inclinam na leitura diária da Bíblia. O hábito já não mais tem essa classificação, é sim uma devoção – aliás, uma sagrada devoção. Paralelamente àquelas leituras, têm o cuidado de tonificar a fé com a reflexão indispensável da Palavra. Afinal, nossa alma está sedenta de conhecimentos que lhe engrandecem e a colocam em melhor disponibilidade para que se formem um pensamento e procedimentos manifestados pelo corpo. Somos assim, fomos feitos assim, assim ganharemos a eternidade. Corpo e alma se servem mutuamente.

Temos encontrado amigos que, faz tempo, se entregam a essa devoção e me falam: “como podem palavras tão antigas, milenares, ainda expressarem a mesma vida e poder de persuasão como as contidas no livro sagrado?”. É obra de Deus, reconhecem eles. Deus fala aos homens, cabe aos homens aguçarem os ouvidos para penetrarem no ensinamento do Pai.

Finalizo com uma alegação utilizada pelo autor da introdução da “Bíblia Tradução Ecumênica” que achei pertinente ao que pretendo expressar: “Assim, a BÍblia sempre remete o leitor à fé vivenciada, como também a vivência da fé sempre remete à BÍblia, na qual a fé lança suas raízes”.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O homem, corpo e alma


O homem se constitui de duas partes, integradas e harmônicas, vivas e atuantes, uma corpórea a outra incorpórea, esta passageira e aquela eterna: corpo e alma. O corpo agasalha a alma e dela recebe a vida.

Nascemos e os primeiros cuidados dos pais é para que aquele ser cresça sadio e forte. Seguem-se os anos, de criança vamos à adolescência e daí saímos adultos. As preocupações vão crescendo de acordo com a desenvoltura do corpo.

Simultaneamente àquele procedimento, o batismo é o primeiro passo que os pais católicos dão para iniciar o filho na fé que professam. Dão-lhes instruções para que se encaminhem ao catecismo e cheguem eles à primeira comunhão. Alguns ainda continuam a caminhada e são matriculados nas escolas de fé, mantidas pelas paróquias. A fé, matéria da alma, semeada no batismo, dá os primeiros sinais de que começa desabrochar para um aprimoramento eficaz. Abrem-se as portas da educação religiosa. O jovem tem sede desse enriquecimento, naturalmente.

A preocupação dos pais não termina quando o filho vence os cursos fundamentais e ingressa na universidade. O domínio de outros idiomas ajuda na subida da escala de valores que a sociedade apresenta. O apoio dos pais se faz eficiente quando o filho alcança uma boa e rendosa ocupação profissional. O crescimento na ciência é evidente.

Neste ponto é que surge o perigo. A fé, recebida no batismo, não recebe o mesmo tratamento ou estímulo que foi dispensado à educação para enfrentar o mundo físico e, o desabrochar dessa fé, ficou estabilizado na fase da primeira comunhão, melhorada talvez por escassos ensinamentos. A cultura nas coisas do mundo e a evolução na ciência escolhida é a tônica de uma vida materializada.

A fé não seguiu a desenvoltura dos conhecimentos materiais. Então surge a mediocridade da cultura. O amadurecimento para a vida corpórea superou à sublimidade de que a alma precisava. A fé não foi subsidiada por boas leituras ou enriquecida pelas reflexões do Evangelho. A vida é a presença da alma e ela só cresce na medida em que a fé lhe dá ânimo, coragem e força para vencer os obstáculos do quotidiano. O corpo não vale nada e está destinado a voltar às origens. A alma sim, tem destinação eterna, é valiosa e merece carinho especial.

De que vale minha ciência nas coisas do mundo se não levo em conta minha destinação eterna? A beleza da instrução do homem está sujeita à vontade e discernimento do próprio homem ao saber que é constituído de corpo e alma.

Ciente desta potencialidade procuremos caminhos seguros para crescer na sociedade em que estamos engajados, mas também dediquemos momentos fortes na escola da fé, para nutrir o espírito e encontrar a paz interior, conseguindo assim, ascender à infinitude da graça.

Texto de João Vicente Torres, colaborador.

sábado, 5 de junho de 2010

Conhecendo um conterrâneo nosso: Dom Marcelo Pinto da Carvalheira

Bispo emérito 82 anos
Por Lígia Rebelo

Nasceu nas Graças na Avenida Rui Barbosa no dia no 01/05/1928. É o quinto dos dezesseis filhos de Álvaro Pinto Carvalheira e Maria Tereza Mendonça Carvalheira.

Marcelo, desde cedo, manifestava o desejo de ser padre. De início, a mãe do hoje arcebispo emérito tinha receio de permitir que ele fosse para o Seminário. De um sacerdote amigo da família vieram as palavras que as deixaram tranqüila: “ele já nasceu padre”.

O pai, decidido a atender a vontade do filho, disse que ele poderia entrar no Seminário, mas somente após terminar o curso ginasial, no Colégio Salesiano. Mesmo com essa decisão, Marcelo acabou indo para o Seminário, em Olinda, no meio do curso ginasial.

Entrou no Seminário Arquidiocesano de Olinda, em 1944. Aos 16 anos foi para Roma, estudar Filosofia e Teologia na Universidade Gregoriana. Morou no Colégio Pio Brasileiro, concluindo estes estudos em 1956. Ali especializou-se em Teologia Dogmática. Foi ordenado padre no dia 28 de fevereiro de 1953, em Roma.

Como padre, foi Professor de Teologia no Seminário de Olinda; Diretor Espiritual do Seminário; 1º Reitor do Seminário Regional do Nordeste Olinda; Assistente Eclesiástico da Ação Católica e Subsecretário do Regional Nordeste II da CNBB.

Foi sagrado bispo, aos 47 anos, em 27 de dezembro de 1975. Em 9 de novembro de 1981, aos 53 anos, foi designado bispo da recém criada Diocese de Guarabira, na Paraíba. Em 29 de novembro de 1995 foi designado para ser Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, múnus que exerceu até 5 de maio de 2004.

Atualmente reside em Pernambuco, no Mosteiro de São Bento (Olinda) como Irmão José.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A alegria de ser católico

Nesse Domingo de Pentecostes (2010), quando a auto-estima dos católicos no mundo inteiro encontra-se ferida pelos escândalos que vieram à tona, amplamente cobertos pela mídia recentemente, o convite que Bento XVI fez a todos o povo de Deus só pode ser reação do Espírito Santo de Deus: o Papa orou para "que seus membros, fortalecidos com a graça do Espírito Santo, sintam cada dia mais a alegria de pertencer à grande família dos discípulos de Cristo e, com fé viva, esperança firme e caridade ardente, deem testemunho no mundo do Evangelho da salvação" (leia no Porta-Voz online).

Com Jesus Cristo, o escândalo foi ainda maior. Um dos doze (8,33%) o traiu e, não confiando no Seu amor e misericórdia, matou-se em seguida. E agora o povo católico se abala com o que? E daí se 0,01% dos sacerdotes têm desvios de conduta? O Evangelho já advertiu que melhor seria para eles "se lhe atassem uma pedra no pescoço e o jogassem no mar" (Mc 9,42). Mas estes fatos deveriam levar alguns dos nossos a abandonar a fé? Ou deveríamos todos dar graças a Deus pelos 99,99% que lhes são fiéis? Pelos tantos exemplos que encontramos em nosso cotidiano de vida consagrada e dedicada a Deus?

Todos nós temos nossas limitações, padres ou leigos. Todos são amados por Deus. Todos têm na Igreja sua morada, e não apenas os santos. Pensar o contrário é iludir-se a si mesmo e rejeitar a participação de todos os irmãos que vivem na humildade e na luta contra o pecado. "Os sofrimentos da Igreja vêm do seu próprio interior, do pecado que existe na Igreja", declarou Bento XVI em sua viagem a Lisboa (em 12/05/2010).

Quando pensamos assim o nosso fardo fica mais leve e nos tornamos verdadeiramente uma família. Acolhemo-nos mutualmente, perdoamos uns aos outros e seguimos em frente. Caminhando na esperança, na fé e na caridade, rumo à terra prometida. A Igreja é essa família.

Além do mais, onde iríamos se só Ele tem palavras de vida eterna (Jo 6,68)? "Eu sei em quem depositei a minha fé", disse São Paulo (2Tm 1,12). Foi em Jesus Cristo. E essa fé não engana, Jesus Cristo não decepciona. Nele deve estar toda a nossa esperança. E justamente por isso nosso povo não deve se envergonhar, não se desmotivar, não endurecer seus corações. O Cristo que acolhe as vítimas e o pecador continua aqui, transformando vidas.

Recentemente tomei conhecimento da campanha Catholics come home (ou Catolicos regresen, em espanhol). É impressionante ver como muitas pessoas têm redescoberto a alegria de ser católicos, de terem comunhão eucarística com Nosso Senhor, a comunhão dos santos, a intercessão de Maria (Leia no >Porta-voz online). A vida ganha novo brilho e não há obstáculo que perdure.

 

Que nossa comunidade possa manter-se motivada nesses novos tempos, a fim de propagar, na Verdade, a Salvação de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que ele seja conhecido, amado e anunciado. Façamos tudo por Amor a ele, e nossa obra será perfeita.

Que tal começar dizendo o que mais te causa alegria em ser católico? Você pode fazer um comentário no campo logo abaixo e publicar.